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Psicologia Positiva: em Busca da Felicidade

Psicologia Positiva: em Busca da Felicidade

RESUMO
A Psicologia Positiva surgiu para ensinar o indivíduo a como ser mais feliz. Esta vertente da
psicologia vem ressaltar os pontos positivos e minimizar situações que trazem transtornos à
vida do sujeito abordando em sua prática uma visão focada de modo a encarar o lado positivo
dos acontecimentos no decorrer da vida do paciente.
Palavras-chaves: Psicologia Positiva. Felicidade. Otimismo. Resiliência.

De acordo com Sheldon e King a psicologia positiva é o estudo científico das
habilidades de força e virtude de uma pessoa. “A psicologia positiva revisa a ‘pessoa comum’,
com o interesse em achar o que funciona, o que é certo, e o que está se desenvolvendo”
(SHELDON, KING, 2001, p. 216). Entendemos, portanto, como o funcionamento da
personalidade de forma ótima, conduzindo ao bem-estar, estimulando o indivíduo a ser
otimista, as emoções e sentimentos têem relação direta na maneira como as pessoas reagem ao
meio ambiente, ocorrendo com isto a mudança do pensamento negativo para o positivo, do
pessimismo para o otimismo.
A Psicologia Positiva tem início em meados da década de 1990 pelo psicólogo
americano Martin Seligman. Tendo sido presidente da Associação Americana de Psicologia
(APA) e ministrado aulas na Universidade da Pensilvânia, Seligman focou por mais de 30 anos
suas pesquisas em analisar como as emoções deprimidas influenciavam o indivíduo a se tornar
deprimido. Eventualmente ele inverte seus estudos e leva seu foco para a felicidade, pois havia
descoberto que pessoas felizes tinham uma vida com maior produtividade, riqueza, saúde e
tranquilidade. (YUNES, 2003, p 76)

Seligman (2004) propõe a busca pela felicidade e afirma ser um “exercício diário”,
trazendo a essência de focar no que funciona, ou seja, refere-se à importância de ensinar a
resiliência, esperança, otimismo, para que assim o indivíduo fique mais resistente à depressão
e seja mais feliz.
Seus estudos direcionam a ação do sujeito para que possa agir de uma forma preventiva,
prezando assim a mudança de atitude e comportamento, exigindo-se o esforço contínuo. De
acordo com suas pesquisas devemos, então, criar metas mantendo o foco no positivo seguindo
um passo de cada vez.
No decorrer dos anos diversas definições do que seria a felicidade foram apresentadas.
Wilson Martins, em seu livro Pontos de Vista (1994), apresenta os seguintes tópicos
como essenciais para que um indivíduo seja tido como feliz: ser saudável, educado e
extrovertido, bem pago, otimista, casado, religioso, livre de preocupações, com elevada
autoestima e moral no trabalho, inspirações modestas e intelecto bom.
No livro Uma Teoria da Felicidade (1997), Enrique Rojas afirma que a felicidade deve
ser uma “vocação de todos”, pois “todo o homem é chamado a ser feliz”. Para o autor, a
felicidade seria a plena realização de si mesmo.
Sofia Bauer, em sua Cartilha do Otimismo (2013), utiliza de um conceito em
neurofuncionamento (a neuroplasticidade) segundo o qual as células nervosas possuem a
capacidade de se transformar e, nesta perspectiva, o cérebro funciona como um músculo que
quanto mais é exercitado, mais forte se torna. Desta forma, através de exercícios que visariam
ao otimismo, estabelecem-se novos circuitos neurais transformando assim nossas vidas e a

maneira como vemos o mundo. Através de “rituais” que reforçam os pensamentos de bem-
estar, estimulamos, portanto, o pensamento positivo nos ajudando a ser felizes, introduzindo

novos hábitos que deem significado, propósito e prazer à vida.

A possibilidade de ser mais feliz também está ligada a capacidade do ser humano
superar algo de ruim que aconteça na sua vida, ou seja, ser resiliente. Para Bauer em
sua cartilha quanto mais resiliente você é, mais você consegue superar obstáculos
aceitando melhor os momentos difíceis e assim ser mais feliz. (BAUER, 2013, p. 51)

Em seu livro, Strengthening Family Resilience, Walsh (1998, p.14), apresenta um
resumo dos processos-chave da resiliência:
? Sistema de Crenças
1. Atribuir sentido à adversidade;
2. Olhar positivo;
3. Transcendência e espiritualidade.
? Padrões de organização
1. Flexibilidade;
2. Coesão;
3. Recursos sociais e econômicos;
? Processos de comunicação
1. Clareza;
2. Expressões emocionais “abertas”;
3. Colaboração na solução de problemas.
John Ratey e Eric Hagerman, no livro Corpo Ativo, Mente Desperta (2012), nos
mostram a importância das atividades físicas para a saúde, aumenta a irrigação do cérebro,
produz mais artérias, diminui a possibilidade de AVC’s e enfartos, assim como melhora a
inteligência. De acordo com estes autores, é preciso aceitar que para ficarmos bem precisamos
também de atividades físicas.
Tal Ben Shahar1

, em seu livro Seja Mais Feliz (2008), afirma que ao ajudar a nós
mesmos, para ajudar os outros, alcançamos a felicidade, pois estes estão interligados. Pessoas
felizes têm mais energia e disposição para transmitirem isto adiante em uma cadeia e por este
mesmo motivo o autor nos estimula a busca pela meditação, pela oração orar e ficarmos a sós
com nós mesmos. De acordo com o autor, é preciso buscar o silêncio, a paz e a quietude para
focar naquilo que funciona.
Neste ponto, vale citar duas obras que apresentam, cada uma a sua maneira, meios que
nos ensinam a trabalhar visando o positivo. Em primeiro lugar o livro A Lei da Atração, de
Losier (2007) que proclama que aquilo que pensamos é o que atraímos, sem importar se é
negativo ou positivo. Já no livro Polyanna, da autora Eleanor H. Porter (2007), somos
apresentados ao Jogo do Contente que leva uma simples regra: quando de uma situação ruim,

1 Professor Israelense que ministra aulas sobre o bem-estar na Universidade de Harvard.

ao invés de reclamarmos, devemos aprender a jogar o jogo do contente, ou seja, enxergar algo
de positivo em relação ao que aconteceu.
A Psicologia Positiva visa, em sua prática, uma abordagem que nos educa a
observarmos o que o nosso ambiente oferece, seja bom ou ruim, e a trabalharmos nosso
pensamento para que possamos educá-lo a focar nos pontos positivos, desta forma o ensinando
a almejar suas metas e alcançá-las.
A Psicologia Positiva não deve ser encarada como superficial, pois o esforço tanto do
terapeuta quanto do paciente em buscar este desenvolvimento de uma percepção positiva dos
contextos é extenso e demanda um acompanhamento que perpassa a vida do paciente. Desta
forma seu trabalho atua como uma forma de educar o paciente em seu processo terapêutico,
para que este possa desenvolver sua psiquê no intuito de educar-se a ter um olhar voltado para
o alcance de suas metas e com isto conquistar seu bem-estar.

REFERÊNCIAS

BAUER, S. Cartilha do Otimismo. Rio de Janeiro: Walk. 2013.p. 51.
LOSIER, MJ. A lei da atração: o segredo colocado em prática: peça, acredite e receba. Rio
de Janeiro : Nova Fronteira, 2007, p 190
MARTINS, W. Pontos de vista : (crítica literária) : volume 9 : 1971-1975. São Paulo : T. A.
Queiroz, 1991-, 1994. .p. 502.
PORTER, E. H. Pollyanna. 4.ed. São Paulo: Martin Claret, 2007, 192p. Coleção Obra-prima
de cada autor.

RATEY, J. J.; HAGERMAN, E. Corpo Ativo, Mente Desperta. Rio de Janeiro: Objetiva, 2012.
P. 296

ROJAS, E. Uma Teoria da Felicidade. 2a Edição. Madri: Ed. Tenacitas, 2005. p.328
SELIGMAN, M. E. P. Felicidade Autêntica: usando a nova psicologia positiva para a
realização permanente. Rio de Janeiro: Objetiva, 2004. p.333
SHAHAR, Tal Ben. Seja Mais Feliz. São Paulo: Acadêmica de Inteligência, 2008. p231.
SHELDON, K. M.; KING, L. Why positive psychology is necessary. In American
Psychologist, v. 56, n.3, p. 216-217, Mar. 2001. Disponível em
http://web.missouri.edu/~sheldonk/pdfarticles/AP01.pdf Acesso em 09 de Março de 2018
WALSH, F. Strengthening Family Resilience, Second Edition. Guilford Publications, Jan. 1,
1998

YUNES, M. A. M.. Psicologia em Estudo, Maringá,v. 8, num. esp., p. 75-84, 2003

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